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ÁREAS DE INTERVENÇÃO

TERAPIA COM ANIMAIS

As intervenções assistidas por cães

Desde o início da civilização que temos inúmeros relatos da ligação entre os animais e os seres humanos.

Ao longo dos anos os animais passaram a ter um papel cada vez mais importante no desenvolvimento económico, psicológico e social do ser humano.

Dentro das Intervenções, distinguimos:
Atividades Assistidas por Animais (AAA) “Integração de animais em atividades para facilitar a motivação, educação e recreação, encorajando a interação casual sem seguir um conjunto específico de critérios ou objetivos. Apesar de ser considerada terapêutica, não há objetivos nem é necessário um plano ou avaliação. Pode ser feita em grupo.” (COLE, 2009, KRUGER & SERPELL, 2009)

Terapias Assistidas por Animais (TAA) “Intencional e terapêutico, onde o papel do animal é colaborar com objetivos de saúde mental, terapia da fala ou fisioterapia. Promove competências físicas, sociais e emocionais.” (COLE, 2009, KRUGER&SERPELL,2009)

Educação Assistida por Animais (AAA)

Promove a aprendizagem e estimula os desenvolvimentos psicomotor e psicossocial, adaptando os objetivos pedagógicos a cada aluno.

Nestas intervenções, o animal é visto como agente facilitador, catalisador e motivador social, que atrai, modifica e faz a ligação entre o mundo mais isolado da pessoa e o meio social. O simples toque (sentir o coração, pentear, alimentar ou passear) permite que seja criada uma sensação de bem-estar e de conforto, uma ligação emocional, responsabilidade social, motivação e autoconfiança. O animal consegue transmitir a sensação de que estamos seguros e somos aceites incondicionalmente, independentemente da nossa condição física ou mental. O cão é o melhor ouvinte possível, já que não julgando nem criticando, cria espontaneamente uma relação de confiança.

Benefícios das relações com os cães:

  • Facilitar a integração no setting terapêutico
  • Servir de facilitador social
  • Estimular o cuidado pessoal, já que o indivíduo tem interesse em cuidar do cão e estende esse cuidado a si próprio
  • Aumentar a autoestima: o cão demonstra o seu afeto independentemente da idade, condição física ou saúde mental do indivíduo (relação sem julgamento)
  • Desenvolver a capacidade de regular as emoções favorecendo a demonstração de afetos e a capacidade de expressar sentimentos
  • Encorajar o contacto visual e a verbalização
  • Despertar a atenção/interesse
  • Promover o contacto físico (tocar/abraçar/escovar/atirar a bola), contribuindo para uma maior coordenação de motora, redução do stress e aumento do bem-estar geral
  • Aprender quais os toques adequados
  • Efetuar dessensibilização sensorial
  • Desenvolver maior estimulação mental e física
  • Estimular capacidades motoras
  • Aumentar a força e resistência
  • Melhorar a postura e o equilíbrio
  • Melhorar as capacidades percetivas e visuais
  • Melhorar a consciência corporal
  • Aumentar a estimulação da comunicação verbal e não-verbal
  • Estimular as funções cognitivas (memória, atenção, concentração, linguagem e pensamento)
  • Aumentar a capacidade de organização espacial
  • Aumentar ou diminuir o nível de excitabilidade
  • Servir de facilitador na dinamização de atividades educativas
  • Reduzir sintomas depressivos e de ansiedade
  • Reduzir a pressão arterial, níveis de colesterol e batimentos cardíacos e respiração (Arroyo, Castillo, Planells e Grau, 1997)
  • Diminuir o risco de doenças cardiovasculares e de enfartes do miocárdio (Allan, 2002; Hutchcroft, 1997)


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